Covid-19 - Perguntas Frequentes

O que são vacinas?

As vacinas são substâncias preparadas para proteger contra doenças graves e muitas vezes mortais. Ao estimular as defesas naturais do corpo, elas preparam o organismo para combater a doença de maneira mais rápida e eficaz reduzindo o desenvolvimento de sintomas graves e o número de óbitos relacionados à doença.

Quais vacinas contra a Covid-19 estão aprovadas para uso no Brasil?

No momento, estão aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para uso emergencial, duas vacinas:

  1. CoronaVac (Sinovac/Instituto Butantan) e
  2. CoviShield (FioCruz/Universidade de Oxford/AstraZeneca).

As vacinas são seguras?

Sim.

Todas as vacinas passam por rigorosos testes de segurança, incluindo estudos clínicos, antes de ser aprovadas para o público.

No Brasil, apenas as vacinas que comprovem segurança na fase pré-clínica e do estudo clínico em humanos recebem a aprovação da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, tanto para uso emergencial como para registro.

O que significa aprovação para o uso emergencial da vacina?

 

É uma autorização temporária para o uso emergencial que as agências regulatórias, como por exemplo a ANVISA no Brasil e a FDA nos Estados Unidos, dão a determinados produtos, com objetivo de facilitar a disponibilização e o uso das vacinas contra Covid-19, por serem importantes no enfrentamento da pandemia.

A autorização para uso emergencial é solicitada pelo fabricante, para uma determinada quantidade de produto, proveniente do mesmo local de fabricação e produzida a partir do mesmo processo produtivo. Ao fazer essa solicitação, o fabricante deve comprometer-se a concluir o desenvolvimento da vacina, apresentar e discutir os resultados com as agências regulatórias e solicitar seu registro.

Para aprovar o uso emergencial no Brasil, a ANVISA observa os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia das vacinas e se o benefício do uso emergencial da vacina contra a Covid-19 é favorável em relação aos riscos. Realiza-se uma rigorosa análise sobre a taxa de eficácia da vacina e sua segurança clínica, ou seja, identificar se ela é segura e não provoca efeitos colaterais graves.

 

As vacinas CoronaVac e a CoviShield passaram por todo esse processo nos últimos meses e mostraram capacidade para conter a infecção pelo coronavírus. Por isso, foram aprovadas para uso emergencial no Brasil. Os estudos não param após a aprovação do uso emergencial, seguem para garantir que as observações iniciais se mantêm ao longo do tempo e para responder a questões subsequentes, necessárias para o registro sanitário definitivo da vacina na Anvisa.

As autorizações temporárias para uso emergencial não são equivalentes ao registro sanitário e, por isso, não permitem a introdução dessas vacinas no mercado, para fins de comercialização. Somente o registro, concedido pela Anvisa, significa o sinal verde para que a vacina seja comercializada no país.

 

A CoronaVac tem eficácia? É capaz de proteger a população?

Entenda um pouco mais sobre como funciona a proteção da CoronaVac que apresentou 3 tipos de eficácia, conforma anunciado pelo Instituto Butantan:

Quais são as fases de teste de uma vacina?

 

O desenvolvimento de uma vacina precisa atender a altos padrões de exigência de qualidade, segurança e eficácia, verificados por agência reguladora como, por exemplo, a ANVISA no Brasil.

O estágio inicial é restrito aos laboratórios, a partir da análise do agente causador da doença – neste caso, o Novo Coronavírus SARS-CoV-2– e de várias moléculas para definição da melhor composição do produto.

Após a fase de testes ocorre a fase pré-clínica, na qual as vacinas são testadas em animais, geralmente roedores (camundongos, ratos, hamsters) e macacos. Nos animais, é investigado a segurança da vacina (se a vacina faz mal, se causa algum efeito colateral grave) e se provoca a resposta imunológica em quem a recebe, que é o efeito desejado.

Nessa fase é verificado se nos animais a vacina impediu a doença, se evitou que o vírus infectasse as células dos animais.

Somente com resultados favoráveis na fase pré-clínica é permitido avançar para os testes clínicos em humanos, que são divididos em outras quatro fases:

  • Na Fase 1 testes clínicos em humanos, é testado e analisado a toxicidade e efeitos colaterais, em algumas dezenas de voluntários jovens e saudáveis. Ainda não é a hora de saber se a vacina funciona. Nessa fase, a preocupação central é checar se a vacina é segura e não faz mal a ninguém.
  • Na Fase 2 testes clínicos em humanos, é verificado se a vacina é capaz de provocar uma reposta imunológica no organismo, a dose adequada e continua a avaliação de segurança. Nessa fase são testados algumas centenas de voluntários divididos por faixas etárias. Ainda não é a hora de saber se os resultados iniciais significam que a vacina vai conferir proteção real contra a doença. Nessa fase ainda não se estuda a eficácia da vacina.
  • Na Fase 3 testes clínicos em humanos, iniciam rigorosos estudos sobre a segurança e a eficácia. São realizados testes em milhares de voluntários, de uma população diversa para saber se a vacina funciona. Nesta fase os testes acontecem com os voluntários divididos em 2 grupos: um grupo de tratamento que recebe a “vacina de verdade” e o outro grupo placebo que recebe uma “vacina, mas sem nenhuma substância ativa sem nenhum efeito no corpo”. Todos os voluntários dos 2 grupos, convivendo na sociedade, estarão expostos ao agente causador da doença, junto com o resto da população. Todos os voluntários são monitorados para checar se, no grupo que recebeu a vacina de verdade, o número de pessoas infectadas que desenvolvem a doença é significativamente menor do que no grupo que recebeu o placebo. Nessa fase de estudo é avaliado, também, o tempo de proteção e o regime de vacinação (dose, número de doses, intervalo ideal entre as doses).

Cada vez que um membro dos grupos tratamento ou placebo fica doente, registra-se um “evento”. Por isso, a forma de divulgar o andamento é, por exemplo: “A Fase 3 será concluída após registrar um número de eventos que permita fazer uma comparação estatística entre os grupos envolvidos no teste”. A Fase 3 acaba quando é atingido o número de eventos necessários para calcular sua eficácia.

A eficácia será estimada em porcentagem de pessoas protegidas. Por este motivo, a forma de divulgar a eficácia é, por exemplo, que tal vacina tem eficácia de 50%. Quer dizer que a vacina protegeu 50% das pessoas vacinadas.

Se a vacina comprovar os quesitos de segurança e o da eficácia na Fase 3 testes clinicos em humanos, seu uso pode ser autorizado. A autorização para o uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 no Brasil foi aprovada pela Anvisa para vacinas que estão na Fase 3 dos testes.

Mesmo após conclusão da Fase 3 testes clínicos humanos, os voluntários vacinados continuam sendo acompanhados e monitorados, para garantir que não haja nenhum efeito colateral a médio e longo prazo pois efeitos adversos muito raros podem aparecer tardiamente ou após vacinar um grande número de pessoas.

Fazer vacinas tão rápido como agora é perigoso?

Não, se todas as fases forem respeitadas. Não se pode pular fases.

Algumas empresas juntaram as Fases 1 e 2 dos testes clínicos humanos, para ganhar tempo. Mas não pularam nenhuma etapa. O estado de emergência justifica a pressa, mas não o descuido que poderia colocar vidas em risco.

Importante esclarecer que existiam vários estudos científicos sobre outros tipos de Coronavírus em andamento, incluindo estudos sobre vacinas e desenvolvimento tecnológico entre outros, o que permitiu agilidade na produção das vacinas contra a COVID-19.

O que é placebo?

Placebo é um produto (em forma de medicamento ou vacina) produzido para parecer com o produto original, mas sem nenhuma substância ativa sem nenhum efeito no corpo. É utilizado em grupos de controle de pesquisas para avaliar os efeitos de um medicamento ou de uma vacina.

Para isso, os voluntários para os testes de eficácia são divididos em dois grupos. O primeiro toma doses do produto original ativo e o segundo recebe doses de placebo.

Como resultado desse experimento, espera-se que o grupo controle que recebeu o placebo não apresente nenhuma melhora clínica quando comparado ao grupo que usou, de fato, o produto original ativo, que deve apresentar efeitos suficientes para comprovar a eficácia do novo produto.

A Campanha de vacinação contra a COVID-19 começou em Campinas? Quando vou ser vacinado?

A campanha começou e vai ser organizada em várias fases para grupos prioritários de pessoas, conforme determinação do Ministério da Saúde e Estado de São Paulo. Neste momento estamos na Fase 1 da Campanha.

As doses que chegaram estão sendo direcionadas para vacinar os profissionais da saúde e de apoio que trabalham diretamente na assistência de saúde ao atendimento de casos da COVID-19.

A vacinação dos grupos prioritários vai ser iniciada quando Campinas receber as doses da vacina, conforme cronograma do estado.

A abertura dos Centros de Imunização será somente após recebimento das vacinas para cada grupo conforme cronograma do estado.

Posso ir direto ao local de vacinação ou é obrigatório fazer o agendamento?

Não pode ir direto.
Os Centros de Imunização da campanha contra a COVID-19 não começaram o atendimento. Reforçamos que a abertura dos Centros de Imunização será somente após recebimento das vacinas para cada grupo conforme cronograma do estado.

Quando começar o atendimento, os critérios de funcionamento devem ser conhecidos e respeitados:

  • Agendamento prévio, obrigatório, para garantir as 2 doses necessárias por pessoa, e diminuir o risco de aglomeração.
  • Atendimento somente para pessoas dos grupos prioritários previstos.

Como faço o agendamento?

Atenção: O agendamento para a vacinação em Campinas não começou.
Aguarde a divulgação nos canais oficiais da Prefeitura e imprensa.

Para iniciar o agendamento, a Prefeitura aguarda entrega de mais doses de vacinas para cada grupo.

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Como fico sabendo quando posso ver vacinado e quando começa o agendamento em Campinas?

É muito importante consultar apenas os canais oficiais de comunicação da Prefeitura Municipal de Campinas: site, instragran, lives e as divulgações oficiais da imprensa.

Importante esclarecer que cada município do estado de São Paulo e do Brasil tem uma organização específica para a campanha de vacinação de acordo com a logística local, do governo federal e do governo de cada estado.

Fique muito atento e desconfie das informações que recebe por WhatsApp!


 

Acho que estou doente. Posso tomar a vacina mesmo assim?

Não é recomendado.
Caso observe sintomas como febre, diarreia, tosse, coriza ou dor no corpo, a recomendação é adiar a vacinação contra a Covid-19 

 

Estou com covid-19. Posso ser vacinado?


Não. Se está com sintomas leves de Covid-19, você deve se isolar e não sair de casa, pois corre o risco de infectar outras pessoas. Se os sintomas persistirem, você deve procurar ajuda médica.

Por recomendação do Ministério da Saúde e do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, a vacinação deve ser adiada por quatro semanas a partir do início dos sintomas ou da primeira amostra de PCR positiva.

Se eu estiver doente justo na data agendada para receber a 1ª ou a 2ª Dose da vacina em Campinas, a dose reservada para mim vai ficar reservada até eu melhorar?

Sim. No momento oportuno após a sua recuperação, você terá o acesso para reagendar a sua dose de vacina.

Tenho câncer, sou transplantado ou imunodeprimido. Posso tomar a vacina?


Depende. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, a análise do risco ou benefício e a decisão sobre vacinar ou não vacinar deverá ser realizada pelo paciente em conjunto com o seu médico assistente.

Importante ressaltar que, para pessoas desses grupos específicos, a vacinação somente será realizada com prescrição médica.

Posso tomar outras vacinas (Exemplo: contra sarampo, caxumba, rubéola, hepatite B, tétano etc.) simultaneamente com a vacina contra a COVID-19?


Não. Considerando a ausência de estudos de coadministração, neste momento não se recomenda a administração simultânea das vacinas COVID-19 com outras vacinas.


O Ministério da Saúde determina um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas da Covid-19 e as diferentes vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.